Um mundo em sua empresa

A diversidade cultural é uma característica cada vez mais marcante nas organizações contemporâneas. Em muitas delas, brasileiros dividem espaço e multiplicam conhecimento com profissionais das mais diferentes nacionalidades, seja em função da internacionalização dos negócios ou do crescente movimento de fusão e aquisição de empresas.

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Segundo o especialista em Gestão de Pessoas e professor da IBS Hugo Sá Vieira Martins, essa tendência de formação de equipes multiculturais e multirraciais é cada vez mais forte: “hoje a rede americana McDonald’s vende hambúrgueres na Rússia; a Nokia recruta a maioria dos seus funcionários na Índia e na China, para trabalhar na sua fábrica de Helsinque; a principal indústria de automóveis japonesa, a Honda, está instalada em Ohio, nos Estados Unidos.”

O professor afirma ainda que neste cenário não basta dominar um segundo e terceiro idiomas. Para que uma relação possa ser estabelecida de forma harmônica é preciso estar atento às sutilezas de cada povo e compreender como seus valores são formados, seja o estrangeiro um colega de trabalho, fornecedor, parceiro ou cliente.

Como gerente de RH de uma editora de livros, Hugo há alguns anos organizou uma reunião geral com as principais lideranças da empresa. O local escolhido foi um grande hotel e o dia um sábado. O presidente da empresa, que era judeu, foi absolutamente contra à ideia porque ia contra dois valores básicos de sua cultura: 1) não tratar de negócios aos sábados e 2) optar preferencialmente por estruturas mais econômicas.

Já com executivos alemães, as premissas são objetividade e tratamento formal. Enquanto com os chineses, é sempre válido começar a reunião falando um pouco da própria cultura e família. E para os ingleses (e muitos outros) o cumprimento de horários é uma regra inflexível.

Mas para que a diversidade cultural se transforme realmente em uma vantagem competitiva para as empresas, resultando em produtividade e criatividade, o gestor tem um papel fundamental. “Os executivos que lideram essas organizações precisam estar preparados para entender e utilizar a força dessa diversidade, como um fator que agrega valor à sua equipe de trabalho. Caso contrário, terão grandes dificuldades em motivar os grupos e atingir suas metas.”, pondera o professor.

De fato, pesquisas já apontam que uma instituição com DNA multifacetado provavelmente será mais flexível e poderá adaptar-se mais facilmente a mudanças e cenários adversos, com uma capacidade superior de recuperação, uma vez que isso já é trabalhado em seu cotidiano para integrar e potencializar o diferente de forma positiva. Para obter de cada executivo o melhor atributo de sua cultura!

Observação: matéria publicada originalmente na newsletter da IBS.

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